Sondagem do Solo

Você já ouviu dizer em investigação geotécnica? Sondagens? É obrigatório realizar essa atividade em todas obras? Acompanhe essa matéria e fique por dentro de tudo isso. O mercado da construção civil sempre exerceu um papel fundamental na economia brasileira, e para o ano de 2021 as previsões indicam um reaquecimento desta atividade. Diante desse cenário devemos estar atentos, pois a demanda de serviços tende a aumentar e você deve estar preparado.

Quem nunca ouviu dizer: “Tem que construir sobre solo firme”, “Esse solo é bom”, “Dr. deu água”. 

Essas afirmativas são bem recorrentes, e até mesmo a

Bíblia já trazia alguns ensinamentos sobre construção civil, como encontra-se em Mateus 7:25: “”Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha”. Aqui não temos como pretensão fazer apologia a nenhuma ideologia religiosa, apenas apresentar que desde a antiguidade já existia o consenso sobre a  importância em construir as fundações de uma edificação (alicerce)sobre um solo resistente.

Provavelmente você deve estar se perguntando: “Mas como saber se o solo é resistente ou não?” Bem, a resposta é simples: Investigação geotécnica. Como o próprio nome diz, esta é a atividade em que busca avaliar as condições do maciço de solo antes de realizar a construção. A investigação geotécnica pode ser dividia em ensaios de campo e laboratório.

Sendo o mais comum, em obras corriqueiras, a investigação de campo, por meio da sondagem a percussão com SPT (Standart Penetration Test). Este ensaio serve como indicativo da densidade de solos granulares e também pode ser aplicado na identificação da consistência de solos argilosos.

O procedimento de ensaio consiste na cravação do amostrador no fundo de uma escavação (revestida ou não), usando-se a queda de peso de 65 kg de uma altura de 75 cm (ver Figura). O valor N SPT é o número de golpes necessários para fazer o amostrador penetrar 30 cm, após uma cravação inicial de 15 cm. A simplicidade de execução e dos equipamentos contribuem para que este seja o ensaio de campo mais difundido no Brasil. Além disso, diversas metodologias de dimensionamento de fundações são baseadas em resultados obtidos por meio do N SPT.

Ok! Até aqui tudo certo, mas você sabia que é muito comum construírem sem realizar a investigação geotécnica? Sim! é isso mesmo, grande parte das obras são construídas sem que seja feita a sondagem. Nesse ponto surge outra questão: “É mesmo relevante fazer a sondagem?”. A reposta pode vir de uma analogia bem simples, você já viu um médico realizar uma cirurgia sem solicitar os exames prévios aos seus pacientes?

Ora, então como os engenheiros geotécnicos podem operar (projetar) sem conhecer o estado de seu paciente (solo)?

Mas, se a obra for “pequena” precisa realizar a sondagem? A NBR 6122:2019 no item (4.3) “Investigação geotécnica preliminar”, afirma: “ para qualquer edificação deve ser feita uma campanha de investigação geotécnica preliminar, constituída no mínimo por sondagens a percussão (com SPT), visando a determinação da estratigrafia e classificação dos solos, a posição do nível d’água e a medida do índice de resistência à penetração N SPT , de acordo com a ABNT NBR 6484.

Geralmente a decisão por não realizar a sondagem vêm de uma falsa ideia de que o ensaio é caro. Conforme Schnaid e Odebrecht (2012) no Brasil, o custo envolvido na execução de sondagens de reconhecimento normalmente varia entre 0,2% e 0,5% do custo total de obras convencionais, podendo ser mais elevado em obras especiais ou em condições adversas de subsolo. Ou seja, custo do ensaio em relação ao valor total da obra é muito pequeno. Além disso o engenheiro poderá desenvolver um projeto seguro e com racionalização dos materiais.

Prof. Alan Espessato

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