Egresso Ubiratan Gurgel do Amaral

Andar com o senhor Ubiratan pelos corredores da FEITEP é como andar com uma celebridade. Professores e colaboradores fazem questão de parar para cumprimentar e relembrar o quanto ele era focado e esforçado durante as aulas de Engenharia Civil. A admiração é recíproca: “Eu adorei muito essa escola (a FEITEP)”, conta o ex-aluno.

Em 2018, quando se graduou na instituição, aos 71 anos de idade, Ubiratan Gurgel do Amaral realizava um sonho que havia começado na década de 1960, em Curitiba. Nascido em 1947, em Fortaleza (CE), ele foi com a família para Niterói (RJ), com 7 anos. Mudou-se para Magé (RJ), quando começou a trabalhar na Refinaria Duque de Caxias, e, até o começo da década de 2000, morou em Curitiba (PR), Taubaté (SP), São José dos Campos (SP) e Niterói, sempre como funcionário da Petrobras, empresa pela qual se aposentou. 

A vinda de uma das três filhas para Maringá foi decisiva para a mudança dele e da esposa. Em 2004, aposentado, quando disse não ser preciso mais viver na pressa e na correria, o casal chegou na cidade, onde vivem até hoje.

Mas o sonho de se tornar Engenheiro Civil ainda era algo que Ubiratan queria realizar. A dificuldade do ritmo do trabalho, das mudanças de cidade e da jornada das plataformas de petróleo, que o obrigava a ficar duas semanas em alto-mar e duas em terra firme, fez com que a graduação ficasse para outro momento. 

Em Maringá, ele começou a se preparar para o vestibular, relembrando, na internet, a matemática básica que havia aprendido nas aulas dos primeiros anos de Engenharia, que chegou a estudar em Curitiba e Taubaté. Aprovado em segundo lugar, em 2014, ele chegava para o primeiro dia de aula na Engenharia Civil da FEITEP, e logo ficou maravilhado com as facilidades das aulas apresentadas no projetor, que, depois ainda eram mandadas aos alunos.

“Foi uma maravilha. Você só precisa copiar as coisas mais importantes e depois você consegue o material para estudar em casa. A dificuldade que a gente enfrentava no passado, de precisar copiar tudo, não tinha mais. Os estudantes novos não dão esse valor, não passaram por essa dificuldade”, explica o ex-aluno exemplar da instituição.

A família de Ubiratan está muito orgulhosa com o feito do marido, avô, pai e sogro, mas eles não gostaram quando ele disse que queria trabalhar com construção. Ficaram preocupados com o aborrecimento e todo o trabalho que teria. Como ele tem a renda da aposentadoria, resolveu não exercer, mas colou grau, fez festa de formatura e inscrição no CREA, “Pela minha idade, estou pagando 56 reais de anuidade”, conta, com sorriso no rosto.

Aos 74 anos, o engenheiro civil passa o dia lendo e assistindo vídeos sobre a profissão, mantendo a cabeça sempre trabalhando. “É bom exercitar a mente para ajudar a combater Alzheimer, Parkinson e essas doenças”.

No caso de Ubiratan, os exercícios têm dado muito certo. O engenheiro agora quer prestar vestibular e fazer Matemática. Ele diz que a idade tem atrapalhado, que é mais difícil se concentrar, mas tanta coisa tentou acabar com o sonho da Engenharia Civil e cá está o profissional orgulhoso, vestindo a camiseta do curso da FEITEP.

O senhor Ubiratan é exemplo e motivo de orgulho para todos nós.

2 comentários

  1. Muito obrigada Feitep por essa homenagem ao meu pai Ubiratan, ele merece, acompanhamos a dedicação dele durante os estudos.
    Muito obrigada.

  2. A FEITEP foi muito importante para a realização desse sonho.
    Os professores e funcionários foram muito receptivos e acolhedores. Com a inteligência e dedicação que ele tem só precisava de um lugar fértil.
    Bonito de ver que sempre há tempo para realizarmos nossos sonhos.

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