Disposição final de resíduos sólidos urbanos

Os lixões são considerados locais ou formas de disposição final totalmente inadequados do ponto de vista social, sanitário e ecológico, pois em seu conjunto propiciam a proliferação de vetores, poluição visual causada pelo lixo exposto e presença de catadores, além de poluição atmosférica, poluição no solo e nos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.

Por sua vez, os aterros controlados caracterizam-se pelo confinamento de resíduos sólidos em células que são cobertas diariamente por uma camada de solo, minimizando o impacto visual. Não existem sistemas de impermeabilização de base nem qualquer tratamento do lixiviado e gases gerados na decomposição dos materiais. Apesar dos inconvenientes, é considerado um método de disposição final que representa um arranjo tecnológico e ambiental relativamente melhor em relação ao lixão (LOPES, J., 2007).

O aterro sanitário é um método de disposição final adequado de resíduos sólidos cujos princípios são estabelecidos dentro de critérios de engenharia e normas operacionais específicas. Critérios esses que se materializam no projeto de sistemas de drenagem de águas pluviais definitivas e provisórias, drenagem para coleta e tratamento do lixiviado, e captação e queima e/ou reaproveitamento dos gases gerados durante o processo de decomposição, além de sistemas de monitoramento de solo e de águas subterrâneas (BIDONE; POVINELLI, 1999). 

De acordo com a ABNT 8419/1996 o aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo sem causar danos à saúde pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza princípios da engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho, ou intervalos menores se for necessário (ABNT 8.419, 1996).

Dr. Ricardo Massulo Albertin

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 8.419. Apresentação de Projetos de Aterros Sanitários de Resíduos Sólidos Urbanos – Procedimentos. Rio de Janeiro, ABNT, 1996. LOPES, José Carlos de Jesus. Resíduos sólidos urbanos: consensos, conflitos e desafios na gestão institucional da Região Metropolitana de Curitiba/Pr. 2007. 250f. Tese (Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007.

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