Áreas verdes e o espaço psicológico

A arborização é, sem dúvidas, um dos elementos mais essenciais no tratamento da paisagem urbana, não apenas pelo microclima que ali se estabelece com redução de temperatura local e nem apenas pelo apelo estético que a floresta urbana pode proporcionar.

A arborização no espaço urbano pode fazer parte da infraestrutura da paisagem, cujos benefícios vão além da sombra e do frescor que ela proporciona, mas este é um assunto para uma próxima resenha.

O post de hoje retrata a percepção psicológica que a vegetação remete ao usuário do espaço urbano. Mas como assim? Percepção psicológica?

As imagens acima mostram que, um logradouro arborizado (envolvendo calçadas e recuos frontais) amplia psicologicamente o espaço, melhorando sua ambiência. Mas não basta apenas plantar árvores, é necessário prever também um tratamento paisagístico, tal como calçadas ecológicas, muros verdes e gradis que se abrem para jardins com outros estratos vegetais. Tal feito, reduz o impacto visual sobre elementos construídos, conhecidos também como infraestruturas cinzas.

Logradouros com vegetação rarefeita ou sem nenhuma cobertura vegetal, além de criar um microclima desagradável, causa uma sensação de aridez e de estreitamento do espaço, pois, os

elementos delimitadores (muros, gradis, construções, etc) ficam expostos, logo impactam visualmente na paisagem.

Prof. Aviter Bordinhon

Referência: ABBUD, Benedito. Criando paisagens: guia de trabalho em arquitetura paisagística. 4.ed. ed. São Paulo : SENAC-SP, 2010. 207. p. Quer saber mais sobre arquitetura e urbanismo? Fique ligado aqui nas redes sociais da @feitep.

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