A coloração vermelha do solo de Maringá

Segundo a EMATER, o solo do município de Maringá é constituído majoritariamente por nitossolo vermelho e latossolo vermelho, ambos de textura argilosa, de coloração vermelha-arroxeada. Esses solos são intensamente utilizados para a produção agrícola devido às suas propriedades físico-químicas favoráveis à maioria das culturas regionais.1 Ambos os tipos de solo predominantes no município, o nitossolo vermelho distroférrico e o latossolo vermelho férrico (distroférrico e/ou eutroférrico) derivado do basalto, são classificados como solos férricos, pois possuem alto teor de ferro na forma de óxidos constituídos pelo íon ferro (III), que apresenta coloração vermelha. Nesses tipos de solo, a concentração de oxihidróxidos de ferro são superiores a 60%, segundo a EMBRAPA, o que justifica a coloração avermelhada da nossa terra de Maringá.2 

Para se fazer a determinação do teor de ferro em amostras de solo podem ser utilizadas diversas metodologias, que variam desde técnicas analíticas clássicas, como volumetria e gravimetria, até técnicas mais refinadas por meio de análise instrumental, como espectroscopia na região do ultravioleta e visível (UV/Vis) e espectroscopia de absorção atômica (EAA). No caso de uma determinação do teor de ferro em uma amostra de solo, apenas a critério de demonstração, o método mais viável é o da volumetria de oxirredução. Esta técnica consiste na redução de todo o ferro presente na amostra a íons ferro (II), pelo tratamento com um agente redutor, seguido da titulação com um agente oxidante específico. Dentro desta técnica, existem algumas metodologias possíveis de serem utilizadas, dentre as quais se escolheu a metodologia mais usada internacionalmente para este fim, criada pela Sociedade Americana de Materiais e Testes (ASTM), conhecida por ASTM E246-10.3 Nesta metodologia, os íons dicromato reagem com os íons ferro (II) oxidando-os a ferro (III). Essa conversão é detectada por um indicador específico, o difenilamina-sulfonato de sódio, que muda de cor durante o processo, passando a solução de azul-esverdeada para violeta, o que indica o final do processo. O procedimento experimental é descrito a seguir:

Procedimento: Secar previamente a amostra de solo em estufa durante 1 h (105 – 110 °C). Pesar em torno de 0,25 g de amostra em um béquer e adicionar entre 10 e 15 mL de ácido clorídrico (HCl) concentrado. Aquecer a mistura lentamente até não se observar mais nenhuma reação aparente e filtrar. Separar o resíduo insolúvel, tratando-o com chama e com ácido fluorídrico (HF) para recuperar o ferro contido na fração insolúvel. Filtrar novamente e adicionar à solução filtrada inicial. Em seguida, reduzir o ferro da solução principal adicionando a solução de cloreto de estanho (II) (SnCl2), gota a gota, até a cor da solução passar de amarelo para transparente, seguindo-se da adição de um ligeiro excesso (1 a 2 gotas) de SnCl2. Resfriar a solução e titular com uma solução padrão de dicromato de potássio (K2Cr2O7) (0,1 mol L-1), usando difenilamina-sulfonato de sódio como o indicador do ponto final, que é alcançado quando a solução muda de verde azulado para cor violeta. O cálculo do teor de ferro é feito utilizando-se a seguinte equação: % de Fe = [(V1 – V2)/m].(0,00558).(100), onde V1 é o volume (mL) da solução de K2Cr2O7 utilizada na titulação da amostra, V2 é o volume (mL) de solução de K2Cr2O7 utilizada na titulação do branco e m é a massa da amostra (g).

Professor Me. Alan Patrick da Silva

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